sábado, 26 de março de 2016

Convite de casamento 94

 Convite de casamento 94


Capítulo 94 
Luan: desculpa...eu só não suporto imaginar você nos braços de outro - confessou se aproximando de mim mas eu recuei o olhando de uma forma que nem eu mesma saberia descrever - Amor, não me olha assim...- pediu e eu me deitei virada pra parede, as lágrimas rolavam, e sem que eu quisesse um soluço soou da minha boca, porque eu estava chorando tanto?, senti um braço do Luan envolver minha cintura, e uma de suas mãos afagar meus cabelos. Me virei pra ele, que enxugou minhas lágrimas.
Eu: nunca mais fale assim comigo, por favor - pedi fitando seus olhos
Luan: eu prometo nunca mais te fazer chorar - disse sincero - dói te ver assim, e dói ainda mais saber que fui eu quem causou isso - ele acariciava meu rosto, colei nossas testa e fechei os olhos - te amo bebê - declarou-se
Eu: também te amo - senti seus lábios tocarem os meus, sua língua pediu passagem e eu cedi, acariciei seus cabelos delicadamente e ele apertou minha cintura como resposta, parei o beijo com vários selinhos e ele sorriu, envolvendo seus braços pela minha cintura e me apertando contra seu corpo.
Luan: dá pra imaginar que semana que vem, a essa hora nós vamos estar nos preparando pro nosso casamento? - sorri só de imaginar - ai você vai ser a senhora Santana - ri
Eu: vai ser o maior prazer da minha vida me tornar uma Santana - ele sorriu pra mim e nos beijamos, suas mãos desceram para minha bunda e o beijo pegou voracidade, tirei sua camisa e ele me puxou pra cima de si, assim que suas mãos alcançaram o cós da minha saia, meu celular tocou, separei nossos lábios e levantei meu corpo
Luan: amor depois você retorna - reclamou manhoso
Eu: pode ter acontecido alguma coisa com os meninos nego - ele suspirou e sem sair do seu colo me estiquei e peguei o celular na cômoda, sem olhar de quem se tratava atendi.
Ligação On
Eu: Alô - atendi rápido e ofegante
Gustavo: oi (seu apelido), atrapalho? - Luan me olhava atento
Eu: ah, Oi Gu - Luan revirou os olhos - não atrapalhou não! - menti
Luan: atrapalhou sim - falou baixo mas acho que Gustavo escutou, porque o mesmo, soltou uma risada sem graça
Gustavo: então amore, eu queria te fazer um convite! - disse animado
Eu: pode falar - respondi no mesmo tom
Gustavo: que tal você, o Luan e os meninos vierem jantar aqui em casa? Contei pra Lo que havia te encontrado, e ela está aqui eufórica
Eu: Opa! Claro que nós vamos.
Gustavo: te espero as oito então! - senti que ele sorria
Eu: estarei ai - sorri e desligamos
Ligação Off
logo recebi uma mensagem com seu endereço
Eu: amor! Nós vamos jantar na casa do Gu hoje - avisei sem tirar os olhos do celular
Luan: serio isso? - olhei para ele e bloqueei o celular
Eu: bê, para vai - beijei seu pescoço - tenta conhecer o Gu, ele é super gente boa - ouvi ele soltar um suspiro pesado
Luan: se eu não for, você vai do mesmo jeito não é? - confirmei com o olhar - que horas temos que estar lá? - sorri e o beijei
...
Depois de pegar e arrumar os meninos fomos para a casa de Gustavo, chamei a Bru pra ir, e ao contar de quem se tratava, ela não negou. Ao chegar toquei a companhia, e quem atendeu foi Lorena.
Lo: Maaaaae - ela pulou nos meus braços, desde que a conheci ela se apegou muito a mim, e pediu pra me chamar de mãe, não pude negar isso, ela me parecia tão carente. Luan me olhou sem entender, Bruna franziu o cenho
Eu: oi meu amor - sorri e a abracei
Lo: eu tava com saudade você! O papai disse que você tinha ido viajar. - me olhou triste - você não vai mais embora né? - neguei com a cabeça e ela sorriu
Gustavo: Filha! - a repreendeu. Só aí notei sua presença, ele sorriu pra mim e eu fiz o mesmo, ele estava com um pano de prato em mãos
Eu: não acredito que você cozinhou! - ele soltou uma gargalhada gostosa
Gustavo: eu só estava lavando a louça! Você sabe melhor que ninguém que eu não sei fritar um bife - senti que Luan se incomodou com aquilo.
Eu: amor! Você não desceu os meninos do carro? - perguntei mudando de assunto
Luan: pensei que a Bruna ia tirar eles - deu de ombros e eu o fuzilei com os olhos, então ele foi imediatamente abrir o carro
Eu: Gu, essa é a Bruna, minha cunhada! Bru, esse é o Gu, meu amigo! - os dois se cumprimentaram formalmente, ele não a olhou com desejo algum, minhas expectativas já baixaram, pensei que Gustavo se interessaria por ela, e quem sabe assim, o Luan ficaria mais tranquilo.
Breno: Loooo - olhei para trás e vi o abraço dos dois, sorri instantaneamente
Gustavo: é incrível a ligação que eles têm - sua voz estava próxima
Eu: é inacreditável - sorri olhando a cena - sinceramente? - virei-me e dei de cara com ele - acho que eles ainda vão namorar
Gustavo: você acha? - fez uma pausa - pois eu tenho certeza - rimos juntos
Luan: amooor - chamou-me - não to conseguindo soltar o Rique
Eu: peraí Gu - falei indo em direção ao carro, puxei a alavanca que destravou
Luan: não é justo você conseguir tão fácil - fez bico e eu o beijei
Eu: qualquer dia te ensino - pisquei pra ele e peguei o Henrique
Luan: vida! - virei-me pra ele - porque a filha dele te chamou de mãe? - perguntou e eu suspirei, olhei para porta e Gustavo nos olhava atento.
Eu: vamos entrar, depois te explico - ele assentiu e pegou em uma das mãos de Rique, Luan cumprimentou Gustavo e nós entramos.
Rique: mamãe! Quelo Bob Ponja - pediu
Eu: pede pro tio - falei e ele caminhou desengonçado até o Gu
Rique: Tio, quelo Bob Ponja - pediu sorrindo
Lorena: eu coloco pra você, vem Breno - os três sentaram no sofá e começaram a assistir desenho
Eu: e então senhor, o que iremos comer? - perguntei e ele me sorriu sapeca - já até imagino - ri
Gustavo: tenho certeza que suas intuições não falharam!
Eu: gente! Vamos jantar pizza - anunciei rindo
Gustavo: o entregador vai demorar um pouquinho pra chegar
...
NARRAÇÃO DO LUAN
Conversamos bastante, e até que o Gustavo era legal, mas estava estampado na cara dele que ele ainda gostava da (seu apelido), isso me incomodava um pouco, o que me deixava mais tranquilo é que ele me respeitava e a respeitava também. Depois de jantarmos os meninos dormiram, eu e a Bruna fomos levá-los pro quarto onde Gustavo nos indicara, ao voltar pra sala, vi a (seu apelido) apoiada nele e com uma mão na cabeça, ela parecia estar passando mal, antes que eu pudesse perguntar o que houve, ela caiu nos braços dele. 
Continua...

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