Convite de casamento 10
Capítulo 10Eu: sinceramente? Eu não entendo - coloquei as mãos no rosto e contive as lágrimas
Garçom: o que vão querer? - levantei os olhos
Anderson: 2 especiais da casa e um suco de laranja pra mim - falou olhando para um cardápio
Eu: quero um suco de abacaxi com hortelã - pedi
Garçom: algo mais?
Anderson: não obrigada - o garçom assentiu e antes de pronunciar-se ele bebericou sua água - imagine só, um cantor, no auge de sua carreira, estourando pelo Brasil a fora e em outros países também, sem compromisso, com fama de pegador - fez uma pausa, e era claro de quem ele falava - Do nada, a melhor amiga dele, surge grávida, e ele assume o filho que tem 3 meses de vida, e por coincidência a 3 MESES atrás essa mesma garota namorava um cara com pinta de ator - bebericou mais um pouco de água - o que a mídia vai achar? O que as fãs dele vão pensar e fazer com você? Elas gostam de você, como amiga, mas e como mulher? Será que elas vão aceitar? Você além de ficar com má fama, trará ao Luan um fim trágico, porque se ele não tem paz, como fará os shows? Como conseguirá sair pra uma balada, ou até mesmo ir a casa de um amigo pra se divertir? E a família, quanto a sua, quando a dele? A Bruna apoia, mas e o resto da família? - comprimi os lábios, eu sabia que ele não havia terminado, então não me pronunciei. - agora imagine o outro lado, essa mulher diz que o filho é do seu namorado, ele a ama, ela pode aprender a amá-lo, eles se casam, a família dela fica feliz, o Luan sofre um pouco, mas com noitadas e mulheres acaba esquecendo e um dia ele conhece alguém que lhe fará esquecer esse "grande" amor - usou ironia em grande- ninguém tem problemas, a mídia não suspeitará, a fama do Luan aumentará, junto com seu conhecimento de pegador, mas quando ele conhecer outra garota tudo isso cessará, e pronto, tudo nos eixos. - ele fez esse discurso como se fosse simples, como se ninguém tivesse sentimentos, como se tudo fosse de massinha e pudéssemos modelar da forma que desejarmos.
Eu: até parece que é fácil - suspirei - e se o Luan pedir o DNA? O que eu faço? - nosso almoço chegou, tomei um gole de suco
Anderson: simples ué, falsifique - engasguei ao ouvir aquilo, foi a coisa mais absurda, não acredito que um ser humano possa ter esse tipo de pensamento
Eu: você é louco? Eu não teria coragem, além de ser crime é um tremendo absurdo - disse tentando controlar minha irritação
Anderson: não há problemas, eu faço isso pra você - levantei, peguei minha bolsa e sai andando - vai pela sombra - escutei sua voz de longe e minha vontade era de voltar e dar na cara dele, como pode ser tão baixo a me propor a falsificação de um exame? Peguei meu carro e fui direto pra casa, meus pensamentos estavam atordoados, precisava descansar. Assim que cheguei tomei um calmante, tirei minha roupa, liguei o ar e me joguei na cama, adormecendo somente de lingerie.
...
Bruna: ei... preguiçosa - senti suas mãos em meu braço, abri os olhos sorrateiramente e a fitei - chegou o grande dia - disse sorrindo e eu resmunguei colocando o travesseiro sobre o rosto
Eu: o salão não é só na parte da tarde? - perguntei me cobrindo
Bruna: e você acha que são que horas agora? - riu - vem, levanta logo, vamos almoçar em casa
Eu: ta bom, só porque é a comida da tia Mari e eu estou varada de fome - coloquei as mãos na barriga
Bruna: gordinha - disse assim que me levantei e ela viu minha barriga
Eu: olha filho, se fosse você eu não deixava sua tia te chamar assim - ela riu me olhando. Entrei no chuveiro e tomei um banho, coloquei um shortinho jeans, com uma blusa soltinha, calcei os chinelos e prendi meu cabelo.
Bruna: nem com essa cara de acabada você consegue ficar feia mulher - ri
Eu: pensei que já estivesse acostumada a conviver com a minha beleza dona Bruna - ela tacou um travesseiro em minha direção
Bruna: convencida nem um pouco né - taquei de volta - vamos logo, se não a mam's da piti.
- narração do Luan On-
Quase não dormi, pensei em várias formas de impedir esse casamento, mas eu estava tão magoado e desesperado que nenhuma solução me pareceu boa o suficiente. O visor do meu celular marcava 12:40, e o cheirinho de comida invadia meu quarto, eu estava no banho quando escutei gritos vindos do andar de baixo, peguei a toalha e desci correndo, vi Bruna correr em direção ao sofá, onde meu pai estava.
Bruna: pai pelo amor de Deus, me ajuda aqui - ela estava desesperada
Amarildo: o que aconteceu menina? Porque está tão desesperada, se for mais uma das suas brincadei... - ela o interrompeu
Bruna: a (seuapelido) pai, nós estávamos na área, e ela foi se levantar pra brincar com o Puff e desmaiou - ela dizia tudo muito rápido e mesmo um pouco confuso consegui entender, corri até a área dos fundos, e assim que cheguei a vi jogada no chão.
Continua...
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