quarta-feira, 23 de março de 2016

Convite de casamento 56

Convite de casamento 56

Capítulo 56
Marcela veio rápido ao meu encontro e me ajudou a vesti-la da forma mais rápida possível, desci as escadas como um vulto e só sabe Deus como eu consegui chegar naquele hospital tão rápido.
...
Já anoitecia, depois de terem sidos avisados por Bruna, meus pais foram ao hospital. Estávamos todos na sala de espera, eu já havia explicado todo o trama para eles, que ficaram sem reação. Meus olhos já latejavam de tanto chorar, minha mulher que carregava um filho meu estava correndo risco de morte. Breno estava abraçado a mim, depois de chorar quase meia hora chamando pela mãe ele acabou adormecendo, graças ao Senhor não fizeram nada com o meu pequeno, não havia nem um sinal de agressão. Horas se passaram e nem um sinal do médico, com muita insistência da parte da minha mãe, fui para casa e tomei um banho rápido, apanhei dois travesseiros e uma coberta. Ao voltar para o hospital vi que só havia meu pai e o Breno na sala de espera; corri ao encontro dele.
Eu: o médico apareceu? - ele assentiu e ouvi a voz da minha mãe e da Bruna.
Bruna: ela está perguntando de você Pi. Vai lá e nós te esperamos aqui pra ir embora. – neguei com a cabeça
Eu: não vou deixá-la nesse hospital sozinha. – aleguei
Marizete: mas filho... – a interrompi
Eu: mãe, por favor. Eu não vou conseguir dormir em paz sem ser ao lado dela – minha mãe suspirou – você fica com o Breno pra mim Piroca? – ela assentiu – Boa noite pra vocês – falei e dei um beijo na testa de cada um, por sorte meu filhote ainda dormia. Depois de vê-los indo embora fui até a recepção e pedi autorização para dormir no quarto, e eles cederam. Adentrei o quarto e ela alisava sua barriga de olhos fechados. Deixei os travesseiros na poltrona e fui vagarosamente até seu encontro, depositando um beijo leve em seus lábios. Ela sorriu e colocou as mãos no meu rosto aprofundando o beijo, ainda de olhos fechados.
(Seu nome): pensei que não viria – abriu os olhos fitando os meus
Eu: como sabia que era eu e não um médico aproveitador te beijando? – ela riu
(Seu nome): conheço seu perfume a metros de distancia amor – falou e eu sorri a beijando novamente. – quase perdemos nosso bebe – me olhou séria.
Eu: o que o médico disse? – sentei na beira da cama
(Seu nome): Que eu não ter tido um aborto espontâneo foi milagre. Ele falou que eu perdi muito sangue em muito pouco tempo e que amanha passaria todas as precauções que eu deveria ter durante todo o período da gestação – explicou e como resposta selei nossos lábios.
Eu: Deus não vai deixar ninguém destruir nossa família, acontece o que acontecer, ele estará nos protegendo de tudo e de todos – sussurrei em seu ouvido e pude sentir o seu sorriso.
(Seu nome): Amém – puxou meu rosto beijando- me novamente – por que trouxe essas coisas? – indagou referindo-se aos travesseiros.
Eu: vou dormir aqui com você – falei naturalmente puxando a poltrona para perto da cama de hospital.
(Seu nome): amor, você vai dormir todo torto. Pode ir pra casa, amanha você vem – pediu e eu neguei
Eu: quero ficar com vocês – coloquei a mão em sua barriga – e nada do que você disser vai adiantar. – ela sorriu – agora vamos nos ajeitar – falei rindo. Tirei o travesseiro duro do hospital e coloquei o que eu havia trazido no lugar, deitei ao seu lado e estendi a coberta sobre nossos corpos. Trocamos alguns carinhos e logo ela dormiu, como estava muito apertado para nós dois ali desci com cuidado, para não acordá-la, ela precisava descansar, e fazê-la dividir uma cama de hospital comigo não era uma boa opção para isso. Arrumei a coberta em seu corpo e o outro travesseiro em seus braços, me encolhi na poltrona, fiz minha blusa de frio como travesseiro e peguei em sua mão, adormecendo em seguida (https://jesleen92.files.wordpress.com/2013/03/hospital-love.jpg)
CONTINUA....

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