Convite de casamento 7
Capítulo 72 meses se passaram, houve um imprevisto e eu teria que ficar mais 30 dias fora, de um mês pra cá o pessoal da minha família vem agindo estranho, de certa forma me dão mais atenção que o normal, parece até que me escondiam algo, eu e a (seunome) conversamos com frequência, mas ela já não estava mais tão carinhosa como antes, nem minhas chamadas no FaceTime ela atendia mais, está tudo muito estranho.
...
Os dias passaram voando, eu acabara de desembarcar quando avistei a Piroca vindo em minha direção.
Bruna: Piiiiiii - pulou em mim - que saudade de você seu gordo - apertou-me em seus braços
Eu: também estava louco de saudade de ti Piroca - sorri - cadê a (seuapelido)? - perguntei, o sorriso dela sumiu na hora
Bruna: então Pi, vamos pra casa e lá nós conversamos - disse cautelosa
Eu: ela ta bem? Aconteceu alguma coisa? - indaguei exasperado
Bruna: acontecer, aconteceu Pi, mas ela ta bem, fisicamente. - falou baixo e desviou o olhar.
Eu: Bruna, para de enrolar e me conta logo. - disse já nervoso
Bruna: Luan se acalma. Quem tem que te contar é ela, não eu.
Eu: então vamos direto pra lá, quero saber o que aconteceu com a minha pequena. - entrei no carro e peguei a chave da mão da minha irmã
Bruna: não adianta, ela não está em casa.
Eu: ela foi pra mãe dela? Vamos pra lá então - liguei o carro e sai do estacionamento
Bruna: ela foi ao médico Rafael - falou impaciente
Eu: médico? - ela não me disse nada sobre estar doente
Bruna: porquê ela não está, será que você pode esperar? Quando ela chegar você irá ficar sabendo de tudo. - bufei e continuei o trajeto, assim que entrei no condomínio vi um caminhão de mudanças parado em frente a casa da (seunome), o que está acontecendo meu Deus? Bruna já estava estressada, então achei melhor não perguntar, mas algo me dizia que o motivo não me deixaria nenhum um pouco feliz. Estacionei o carro e desci em disparada pra casa, assim que entrei minha mãe veio com um sorriso gigante abraçar-me, sinto tanta falta dela.
Eu: cadê o pai? - perguntei e ela olhou pra Bruna como se pedisse permissão
Mari: ele foi levar a (seuapelido) ao médico.
Eu: entendi - falei - eles vão demorar?
Mari: não meu filho, logo estão de volta. - sorriu pra mim
Eu: o que é isso? - perguntei pegando um convite grande fechado com um laço vermelho, li o que estava escrito na frente e franzi o cenho - quem vai casar? - Bruna arregalou os olhos e puxou o convite das minhas mãos antes que eu pudesse abri-lo
Bruna: ninguém Pi - falou nervosa
Eu: parem de me enrolar, quem vai casar? O que está acontecendo? - eu já temia o pior
(Seunome): eu vou me casar Luan - escutei sua voz ecoar pela sala, olhei para ela que estava parada na porta com um olhar triste.
Eu: casar? Com quem? - aproxime-ei-me dela com os olhos já marejados
Pedro: comigo - apareceu ao seu lado com um sorriso vitorioso nos lábios
Eu: vocês só podem estar de brincadeira comigo - ri nervoso - casar assim? De uma hora pra outra? Sem motivos? - Pedro riu como deboche
Pedro: é claro que temos motivo, nós vamos ter um...- (seunome) o interrompeu
(Seunome): deixa que eu converso com ele Pedro Henrique. - disse o olhando com raiva - vem Luan - pegou em minha mão, direcionando-se para a escada
Pedro: eu vou junto - disse me encarando
(Seunome): eu não te chamei - falou em um tom alto, ela estava brava, quem deveria estar bravo aqui era eu, mas eu simplesmente não tinha reação, as lágrimas involuntárias escorriam pela minha face. Assim que entramos no meu quarto ela fechou a porta e ficou olhando pra mesma, quando olhou pra mim vi que chorava, seus olhos pediam colo, eu podia ver que ela precisava de carinho, de mim. Cheguei próximo dela, e encostei nossas testas.
Eu: porque está fazendo isso? - perguntei tentando conter o choro, mas era impossível
(Seunome): eu to grávida Luan - revelou comprimindo os lábios.
Continua...
Nenhum comentário:
Postar um comentário