BRINCADEIRAS DO DESTINO - Capítulo 4
Voltei para o quarto, mas não consegui dormir, fiquei deitado olhando para o teto, apenas pensando no porque de a Bruna continuar sendo amiga da (Seu nome)? Tudo bem, no início ela continuava sendo amiga da Jade também, mas eu pedi pra que ela se afastasse e ela se afastou, mas com a (Seu nome) é diferente, ela nunca se afastaria, mesmo que eu contasse que ela me traiu, tenho certeza que elas continuariam amigas. Quando dei por mim já estava lembrando do seu sorriso, e dos nossos momentos juntos. Balancei a cabeça negativamente e me sentando passei as mãos pelo rosto.
Eu: não posso pensar em você, não posso - sussurrei pra mim e fui até o banheiro, tomei banho e desci as escadas, encontrei (seu nome) dormindo no sofá toda encolhida, olhei em volta, não tinha ninguém, caminhei até ela e acariciei seu rosto, tão linda. Peguei uma manta que estava no sofá e cobri seu corpo. Me afastei antes que eu fizesse besteira. Fui até a cozinha e Bruna falava ao telefone.
Bruna: Não! Ela não quer falar com você... Fernando, me poupe dos seus dramas, você nunca mais rela um dedo na minha amiga... Ah, por favor garoto! Vá crescer... ELA NÃO QUER TE VER - gritou nervosa - eu vou falar a real pra você agora, se eu sonhar que você está chegando perto da minha amiga eu vou chamar a polícia, se ela não teve coragem de chamar quando você fez o que fez, eu tenho - desligou o telefone extremamente irritada, e quando me viu tomou um susto - que horror Luan, parece assombração - continuei em silêncio - está ai a muito tempo? - cruzei os braços
Eu: o que ele fez com ela? - perguntei e ela desviou o olhar mas não me respondeu - o que ele fez com ela Bruna? - perguntei mais uma vez, dessa vez mais alto
Bruna: ele bateu nela - disse baixo
Eu: bateu, mas porque? - ela deu de ombros
Bruna: ele é um louco. Ela estava sumida fazia quase um mês, tanto das redes sociais, quanto em comunicação, ela não atendia o celular, eu já estava preocupada, então fui até o apartamento antes de ontem, eram umas dez horas. - comprimiu os lábios - O porteiro liberou minha entrada e quando me aproximei da porta escutei gritos e mais gritos, até que um estrondo se fez e tudo se calou, foi quando eu abri a porta e a vi encolhida no chão, chorando com a mão no rosto - ela colocou as mãos na boca e vi lágrimas escorrerem por seus olhos - Ah Pi, foi tão horrível ver a minha amiga naquela situação. O Fernando me olhou furioso, mas foi embora quando ameacei chamar a polícia. - enxugou as lágrimas e respirou fundo - Eu não podia deixá-la nem mais um minuto ali Luan, você melhor do que eu sabe que ela não tem ninguém. Ela não queria vir, disse que você não iria gostar, mas eu implorei, não a deixaria de jeito algum ali. A ajudei a pegar algumas roupas e viemos pra cá. Ela foi tomar banho, e eu entrei no quarto quando ela estava se trocando, foi quando eu vi o que jamais na minha vida imaginaria, ela estava cheias de marcas roxas, desde os seios até as coxas, tinham marcas das mãos dele no corpo dela - disse entre dentes - ele abusou dela Luan! Você tem noção do que é isso? - na hora imaginei-a tão frágil nas mãos daquele crápula e senti uma raiva fora do normal - Ela me disse que foram só duas vezes, mas eu não acredito. Enfim - suspirou - fui até a farmácia, comprei uns remédios e algumas pomadas pra tirar o roxo, e cuidei dela. Mas o pior de tudo não eram as marcas físicas que ele deixou, e sim as emocionais. Ela vive com um olhar triste agora, tem medo de tudo e...
(Seu nome): NÃO, NÃO! ME SOLTA - escutamos os gritos e fomos correndo para a sala - PARA POR FAVOR - ela estava tendo pesadelos. Antes que a Bruna fosse até ela eu fui e a abracei
Eu: calma, calma! Está tudo bem - disse tentando controlar seus braços e em um longo soluço ela acordou
(Seu nome): Não deixa Luan! Não deixa ele chegar perto de mim, por favor - pediu em palavras emboladas pelo choro desesperado
Eu: não vou deixar, eu prometo - beijei sua testa e a aninhei em meu colo, a abracei sem querer soltar, as lágrimas involuntárias percorriam silenciosamente por meu rosto. Eu jamais poderia a imaginar naquela situação, não ela, que sempre foi tão forte.
Continua...
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