BRINCADEIRAS DO DESTINO - Capítulo 32
Breno: então Pai, tem problema se a (seu apelido) for embora com a gente e dormir em casa hoje?! - indagou e ela se desfez do abraço
Eu: não tem problema nenhum - disse com um sorriso de orelha a orelha, era como se todo aquele amor renascesse dentro de mim só por olhar para ela.
(Seu nome): tem certeza? Não quero incomodar - disse sem graça
Breno: ah para né - a puxou de lado - quem vê pensa que essa coisinha incomoda - riu beijando o topo da sua cabeça - vamos logo pai! Queremos assistir á um filme ainda - apressou-me
Eu: filme na sala, sem coberta e com a luz acessa - disse colocando minha blusa
Breno: pai fala sério né! - riu - primeiro, eu tenho dezenove anos, segundo, se nós dois quiséssemos fazer alguma coisa faríamos em outro lugar e bem longe de você - engoli seco ao cogitar a possibilidade deles dois juntos
(Seu nome): terceiro, somos apenas amigos, então não se preocupe - acrescentou e eu sorri
Luan: quero só ver - pisquei pra ela e fomos para o carro
...
Já se passavam das cindo da manhã, eu revirava de um lado para o outro, não conseguia dormir, aquele menina dominava minha mente, me sentei e passei as mãos no rosto, precisava ir ao lugar em que era só meu e dela, nosso jardim secreto. Desci as escadas devagar e fui até a área dos fundos, virei no pequeno corredor e abri a porta fumê que deva acesso ao jardim, assim que á abri ela estava lá, em pé, parada na frente da piscina, seus olhos estavam fechados e a brisa da madrugada batia em seus cabelos. Cheguei mais perto e era a amiga do Breno, mas como? Somente eu e a minha menina sabíamos da existência daquele lugar, suspirei e ela me olhou.
Eu: não consegue dormir? - indaguei e ela negou com a cabeça - somos dois então - sorri de lado - como achou esse jardim?
(Seu nome): sinceramente? - riu fraco - nem eu sei - apenas precisava respirar um pouco e fui andando pela casa, até que achei aqui - deu de ombros - e você? O que te fez perder o sono? - indagou e eu sentei na borda da piscina
Eu: me lembrei da minha mulher e acabei virando a noite - suspirei e ela se sentou ao meu lado, e depois de um tempo em silêncio ela se pronunciou com voz baixa
(Seu nome): acha mesmo que á lembro? - olhei para ela, estava ainda mais linda, a Lua quase partindo iluminava brechas de seu rosto
Eu: lembra - sorri - e muito. - olhei em seus olhos e com a minha mão, procurei pela dela, emaranhando seus dedos aos meus, ela olhou para nossas mãos juntas e não esboçou nenhuma reação - não só pela aparência e pelo nome. Vocês têm o mesmo jeitinho delicado, o mesmo sorriso - passei a lateral do dedo indicador pelo seu rosto - o mesmo olhar - aproximei nossos rostos - a mesma boca - sussurrei contornando seus lábios com o polegar - e até o mesmo cheiro - ela tinha os olhos fechados, podia ver os arrepios que meus toques lhe causam, sorri e automaticamente nossos lábios se tocaram, dei início a um beijo apressado, nossas línguas em perfeita sintonia traziam um gosto de saudade. Ah, aquela boca. Era a única que eu desejei por tantos anos, emaranhei minhas mãos entre seus cabelos e a trouxe mais perto de mim, eu não queria que aquilo acabasse, nunca. Senti suas mãos em meu peito e meu corpo foi empurrado, desgrudando meus lábios dos dela.
(Seu nome): isso não deveria ter acontecido - se levantou apressada - o senhor está me confundindo com a sua mulher, mas eu não sou ela! Sou uma garota de dezoito anos, melhor amiga do seu filho! Então por favor, esqueça isso! - soltou as palavras e saiu quase correndo dali. E eu? Eu apenas sorri e coloquei a mão nos lábios, e eu fui para trás, com as costas recostada no chão olhei para o céu.
Eu: Deus, eu não sei qual o motivo e nem o porque disso estar acontecendo, mas de uma coisa eu tenho certeza, ela É a minha menina - sorri fechando os olhos
Continua?
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