BRINCADEIRAS DO DESTINO - Capítulo 24
Senti as mãos da (Seu nome) em minhas costas e me virei a apertando em meus braços. Eu perdi um filho, uma pessoinha que era apenas um feto, e eu amava tanto. Fazia diversos planos, esses, que não seriam mais realizados. Não tem como explicar o que eu sinto, porque realmente não há explicação, prefiro apenas me acalentar nos braços da (Seu nome), crente que assim, a dor irá desaparecer.
SUA NARRAÇÃO
____ 6 meses depois ____
Esses últimos meses foram bem difíceis. Luan demorou cerca de 4 meses pra se recuperar e somente agora ele está voltando á normalidade. A Gabi ficou sem chão e depois de algumas semanas decidiu recomeçar a vida na Flórida, Miami pra ser mais precisa. Eu a seguia pelo Instagram e ela parecia muito bem, e eu ficava muito feliz e aliviada por isso, ela merece toda a felicidade do mundo! E eu?! Eu estou trabalhando como atriz, não de novelas, faço comerciais, tiro algumas fotos, coisas as quais que já estou acostumada, sempre trabalhei nesse ramo. Comecei a fazer tratamentos para engravidar, por vontade própria, contei ao Luan faz apenas algum tempinho, ele ficou muito feliz, estava crente que daria certo em algum momento, eu sei que isso o motivava, por isso não parei. Porque até agora foram dez testes, todos em vão, eu já estava perdendo as esperanças de ter um bebê, continuava mesmo pelo Luan. Afinal, o que eu não fazia por ele? Eu o amo tanto, mas tanto que é algo que não cabe em mim. É difícil de explicar, eu apenas amo!
Acordei sete e meia, as nove eu teria gravação. O calor do corpo do Luan me envolvia e eu não queria sair dali, estava com medo de acordá-lo, ontem ele chegou tão tarde do show, nem o vi se deitar. Me levantei com o maior cuidado possível, e ele estava tão cansado que não moveu um músculo. Fui para o banheiro, tomei banho, fiz minha higiene e me arrumei . Logo depois desci e preparei café, tomei o meu ali mesmo, depois arrumei uma bandeja para o Luan e levei até o quarto, deixando em cima do criado junto com um bilhete.
"Bom dia meu amor! Estava morrendo de saudades do seu cheiro, a melhor coisa foi acordar e te ter aqui comigo. Preparei o café do jeito que você gosta. Que tal almoçarmos juntos hoje? Saio da gravação ás duas. Me manda uma mensagem avisando se vai querer sair ou ficar em casa mesmo! Te amo meu príncipe! Um beijo da sua pequena . "
Fui lentamente até a cama e depositei um leve beijo em seus lábios. Depois fui direto para o estacionamento, rumo ao estúdio. Estava quase chegando quando meu celular apitou, olhei rapidamente e era o assessor.
"(Seu nome) desculpe-nos, mas a gravação foi cancela! Problemas técnicos. Te ligo para remarcar! Beijos"
Eu: ai ai! E agora? - falei sozinha virando o carro, foi quando quase bati em uma senhora, me desesperei e freei o carro com tudo. Desci do mesmo totalmente preocupada. - ai Meu Deus senhora! Me desculpe, eu não estava prestando atenção! Eu... - foi então que percebi que ela tinha um bebê em mãos. Olhei para seu rosto, estava lavado por sujeira, e suas vestes estavam rasgadas. O pequeno bebê chorava e a mulher também. Ela me olhou com um olhar de súplica e dor.
Senhora: moça - tossiu - eu não lhe conheço, mas a senhorita me parece boa pessoa - falou com dificuldade, sua voz era falha e rala - cuide desse menino, eu o achei naquela lata de lixo e não pude deixá-lo - tossiu - não tenho condições para cuidar nem de mim, imagine de um bebê. - sorriu fraco - sem contar que já estou a beira da morte e... - tossiu novamente - e não posso deixar esse anjinho desamparado
Eu: cla...claro! Eu cuidarei dele, eu prometo isso a senhora - falei completamente emocionada e ela ajeitou o bebê em meus braços - a senhora quer ajuda? Eu posso levá-la á um médico - ofereci e ela sorriu singela
Senhora: muito obrigada linda! Mas minha missão na terra já foi cumprida, está na minha hora de voltar para o céu - vi um brilho diferente nos olhos daquele mulher, senti um conforto tão grande, ela apontou para algo atrás de mim, virei minha cabeça para olhar e não tinha nada. - o que é pra eu... - me virei e ela não estava mais lá, olhei para os lados e nem sinal daquela doce senhora. Olhei para o pequeno bebê e sorri em meio às lágrimas. Ele era tão lindo. Acariciei seu rostinho e avistei um papel em sua manta, peguei o mesmo e o abri com um pouco de dificuldade. Havia uma frase escrita com letras perfeitamente desenhadas e com um brilho surreal, quando terminei de ler fiquei sem chão, eu não podia acreditar.
"Minha filha, ouço o teu clamor todos os dias, ouço tuas orações e vejo o quanto tu pedes por um filho. Eu disse para cofiar em mim, e você confiou, por isso lhe concedo a vitória tão almejada por ti." - do teu Pai, Deus!
Continua?
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